Postagens populares

sexta-feira, 30 de março de 2018

Modelo fotografia 2 anos-Sociologia da Cidade


E. E. Jardim Iguatemi







Georg Simmel e o Estrangeiro:
Bairro São Miguel

                                     Professor Orientador: Rômulo Fernando













Nome: Luiz Paulo Lima   n: 01   3 º A  Período: Manhã




Fotografia 1: Bairro São Miguel Paulista






Legenda: Retirada no dia 26-07 de manhã. Retrata uma mesquita próximo ao centro de  São Miguel

“Não se usa aqui, destarte, a noção de estrangeiro no sentido habitual, em relação àquele que vem hoje e amanhã se vai, mas como o que vem hoje e amanhã pode permanecer – porque era possível se mover e, embora não siga adiante, ainda não superou completamente o movimento do ir e vir. Fixo dentro de um determinado raio espacial, onde a sua firmeza transfronteiriça” Trecho do Simmel





Considerações e Conclusão do Grupo
            Observamos a falta da atenção em relação à cidade, procuramos trazer aspectos interessantes da história da Zona Leste e de seu próprio bairro. A principio, pensamos...

Os alunos  devem escolher no mínimo  2 desses itens para escrever aqui:

11-    Como foi selecionar as fotos e o porquê foram selecionadas
2-    Quais foram as idéias expostas ou exemplificadas pelas fotos
3-    Quais foram [as dificuldades ou facilidades em fazer o Trabalho]
4-    Como as fotografias ampliaram o olhar sociológico do grupo
5-    Qual era a visão anterior do bairro e posterior do bairro
6-    Como foi fazer um trabalho escolar com a Fotografia acadêmica e artistica


https://pt.slideshare.net/romulofernandodasilva/fotografia-2anos-modelo-92435613





quarta-feira, 28 de março de 2018

Georg Simmel -Texto


Link para texto integral:

http://paginas.cchla.ufpb.br/grem/SIMMEL.O%20estrangeiro.Trad.Koury.rbsedez05.pdf


Texto Resumido para Leitura:


George Simmel e o Estrangeiro
                Se o mover for o contraste conceptual do fixar-se, com a liberdade em relação a cada ponto dado do espaço, então, a forma sociológica do “estrangeiro” representa, não obstante, e até certo ponto, a unidade de ambas as disposições. Revela também, certamente, que as relações concernentes ao espaço são, por um lado, apenas, a condição e, por outro, o símbolo das relações entre os seres humanos. Não se usa aqui, destarte, a noção de estrangeiro no sentido habitual, em relação àquele que vem hoje e amanhã se vai, mas como o que vem hoje e amanhã pode permanecer – porque era possível se mover e, embora não siga adiante, ainda não superou completamente o movimento do ir e vir. Fixo dentro de um determinado raio espacial, onde a sua firmeza transfronteiriça poderia ser considerada análoga ao espaço, a sua posição neste é determinada largamente pelo fato de não pertencer imediatamente a ele, e suas qualidades não podem originar-se e vir dele, nem nele adentrar-se. A unidade de proximidade e de distância que contêm cada relação entre os seres humanos, então, pode ser o mais resumidamente possível assim formulada: a distância nas relações significa que o próximo está remoto, e o ser estrangeiro ou o estranho, contudo, seria aquele que se encontra mais perto do distante. Porque é um elemento natural de relações completamente positivas e, também, porque é uma forma de interação específica. Nesse sentido, os habitantes de Sirius não nos são realmente estrangeiros, pelo menos, não no sentido da palavra enquanto categoria sociológica. Os Sirius, porém, não existem absolutamente para nós, eles se colocam para nós a partir de uma distância e, de forma estrita, estão além. O estrangeiro, contudo, é também um elemento do grupo, não mais diferente que os outros e, ao mesmo tempo, distinto do que consideramos como o "inimigo interno". É um elemento do qual a posição imanente e de membro compreendem, ao mesmo tempo, um exterior e um contrário.
Quando, por exemplo, se deslocam no estrangeiro, ou em um ambiente a eles estranho, para comprar suas necessidades, eles não se consideram diferentes dos comerciantes "estrangeiros". O comerciante, então, não precisa ser visto como um estrangeiro, mas sim, o comércio é visto, apenas, como uma ocasião de existência. A posição de estrangeiro, no entanto, se intensifica fixamente na consciência, se alguém liga o estranho a sua atividade. A atividade, desta forma, se fixa nele. Em inumeráveis casos, também, isto só será possível, se o estranho viver no comércio como intermediário. Em um meio econômico fechado, de uma maneira ou de outra, com o terreno e o solo repartidos, é o artesanato que atribuirá agora, também, a possibilidade do comerciante vir a ser suficiente, dando ao comerciante em particular uma dada existência. Isto porque apenas o comércio permite combinações ilimitadas, nele se encontram, ainda, os caminhos para a sua extensão e para novas fixações que possuiriam um difícil êxito junto aos primeiros produtores, quer por sua menor mobilidade, quer por sua apreensão sobre uma única clientela, que cresce lenta e pesadamente. O comércio, por seu turno, pode acolher sempre mais homem do que a produção primária, e é o setor indicado para o estrangeiro que penetra, até certo ponto, como um extra em um círculo determinado. Círculo este, onde as posições econômicas já se encontram plenamente ocupadas. O exemplo clássico deste processo nos é dado através da história dos judeus europeus. O estrangeiro por sua natureza não é proprietário do solo, e o solo não é somente compreendido no sentido físico, neste caso, mas, também, como uma substância delongada da vida, que não se fixa em um espaço específico, ou em um lugar ideal do perímetro social. Nas relações mais íntimas de pessoa a pessoa, também, todas as atrações e significâncias possíveis no cotidiano das experiências simbolizadas podem revelar o estrangeiro. O estrangeiro é sentido, então, precisamente, como um estranho, isto é, como um outro não "proprietário do solo". Esta informação dá o caráter simbólico da mobilidade do estrangeiro no processo de intermediação comercial e, freqüentemente, o encasula em uma espécie, na pura arte da transação monetária. Este é um processo que ocorre no interior de um grupo circunscrito, que vivencia a síntese da proximidade e da distância, e que constitui e estabelece a posição formal do estrangeiro no socialmente circunscrito. O estrangeiro é visto e sentido, então, de um lado, como alguém absolutamente móvel. Como um sujeito que surge de vez em quando através de cada contato específico e, entretanto, singularmente, não se encontra vinculado organicamente a nada e a ninguém, nomeadamente, em relação aos estabelecidos parentais, locais e profissionais.

Esta constelação de sentidos em relação ao estrangeiro, me parece, agora, possuir uma predominância de princípio extraordinária sobre os indivíduos para ser possuidora, apenas, de relacionamento na questão concernente a um campo comum referenciado. O estrangeiro parece próximo, na medida em que a ele o outro da relação se iguala em termos de cidadania, ou em termos mais social, em função da profissão, criando laços internos entre as partes inter-relacionadas. O estrangeiro parece mais distante, por outro lado, na medida em que esta igualdade conecta apenas os dois da relação de forma abstrata e geral, não havendo assim laços de pertença. Também nas relações mais estreitas, uma acepção de estranhamento vem também facilmente. Vários aspectos gerais das relações eróticas rejeitam resolutamente este pensamento de generalização face ao estágio da primeira paixão: um tipo de amor como este certamente não produziu, ainda, o sentimento de unicidade em relação à pessoa querida, que o levasse a uma possibilidade de comparação. Uma alienação mantém-se, assim, como causa, ou como conseqüência, e é duramente categórico: no momento do começar, as relações de unicidade desaparecem. Um ceticismo contra o valor individual em si e em relação ao nós parece unir-se à experiência presente no pensamento, efetuando, por último, apenas um destino humano no geral com o outro da relação, ou ainda, se um, por azar, não tivesse encontrado precisamente esta outra pessoa da relação erótica, uma outra qualquer teria ganho de forma diferente a mesma importância para esse eu à procura de relação e conhecimento.
Entre estes dois elementos em contato cria-se, no entanto, a consciência de haver conjuntamente uma tensão específica, ou geral e difusa, e mais precisamente, da existência de algo não comum, embora afável a um determinado acento específico, e possível de promover as relações desejadas. Este é, contudo, o caso de um país, de uma cidade, de etnias estranhas, ou outros tipos vários e, de forma alguma, se refere a questões individuais, porém, a uma estranha, difusa e abstrata origem, que seria comum a muitos estrangeiros ou, talvez, que poderia ser. Nestes termos, os estranhos não são tomados como indivíduos, mas como estrangeiros de um certo tipo socialmente definido. A distância em relação a ele não é mais abstrata e geral, se baseia agora em elementos socialmente objetivados em relação aos quais se dão às possibilidades de proximidade. Esta configuração encontra-se, por exemplo, em um caso também especial, o do imposto judeu medieval, em Frankfurt, mas exigido de outro modo, na base da sociedade. Enquanto o tributo pago pelos cidadãos cristãos variava com a classe de contribuição em relação ao estado de fortuna individual, o imposto para cada judeu específico era determinado de uma só vez, independente da condição pessoal de cada indivíduo específico. Esta sofisticação estava baseada no fato de o judeu não ter a sua posição social como judeu, isto é, como responsável de certos conteúdos materiais. Nos assuntos fiscais, cada cidadão era um proprietário de certa fortuna, e o seu imposto podia seguir as mudanças desta. O judeu, contudo, aparecia, principalmente, como um contribuinte judeu e, então, a sua posição fiscal recebia um elemento invariável. Isto, mesmo, quando tais disposições individuais, cuja individualidade era limitada pela irreversibilidade invariavelmente rígida, saltavam aos olhos, os estrangeiros continuamente continuavam a pagar impostos dispendiosos em relação aos cidadãos.
O estrangeiro, o estranho ao grupo, é considerado e visto, enfim, como um não pertencente, mesmo que este indivíduo seja um membro orgânico do grupo, cuja vida uniforme compreenda todos os condicionamentos particulares deste social. O que não se parecia saber, até agora, apenas, era designar diferentemente a unidade estranha desta posição, de modo que se acumulava em certas massas de uma proximidade e certamente de uma distância que caracteriza quantidades em cada relação, mesmo que em porções específicas. Onde cada relação caracterizada induziria a uma tensão mútua nas relações específicas, solidificando mais e mais as relações formais com respeito ao considerado "estrangeiro", que dela resultam.