1-Qual é a crítica inicial que o texto realiza a maneira que o termo fundamentalismo foi divulgado pela mídia?Explique
2-Qual seria uma definição pra o termo fundamentalismo?
3-Segundo o texto,ser fundamentalista é sinônimo de ser radical,retire um trecho do texto que comprove essa afirmação.
4-Questão Enem pág 181 -questão 2.Colocar a alternativa correta e justificar.
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domingo, 16 de novembro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O Trabalho escravo-2 Anos
IHU On-Line - O que é, como se define e se caracteriza o trabalho escravo, hoje, no Brasil?
Leonardo Sakamoto – O trabalho escravo, ou a escravidão contemporânea, é basicamente uma situação que expõe o trabalhador a uma condição totalmente degradante de trabalho, em que não há dignidade alguma. Nela, a alimentação e o alojamento são precários, assim com a situação de saúde, sem proteção física, individual. Ao mesmo tempo em que essa situação extremamente degradante tira a dignidade do trabalhador, com a retenção de salários, com maus tratos, ameaças, ela traz uma situação de cerceamento da liberdade. Trata-se de uma liberdade específica. Não é a liberdade básica do direito de ir e voltar, e sim a de se desligar do serviço. Um dos maiores problemas, nesses casos, é a presença de guardas armados para intimidar ou mesmo assassinar quem tenta sair, espancamento de trabalhadores que tentam fugir para servirem de exemplo a outros, ameaças psicológicas ou físicas, por meio, por exemplo, de torturas. E ainda existem formas mais sutis ou menos violentas, digamos assim, para manter o trabalhador. São, na verdade, fraudes para enganá-lo, com promessas que nunca irão se cumprir. O trabalho escravo contemporâneo no Brasil, portanto, traz uma situação de trabalho extremamente degradante e indigna, somada à impossibilidade de se deixar o serviço, que se configura de várias formas.
O isolamento geográfico é um problema. O trabalhador por vezes é levado para um lugar 300 quilômetros distante da cidade mais próxima, além de precisar entregar seus documentos a quem o "contrata". A base da escravidão contemporânea é a servidão em que a pessoa contrai uma dívida de forma fraudulenta com o proprietário da fazenda ou com o empregador, que no Brasil é conhecido como “gato”. Este muitas vezes faz essa ponte entre trabalhadores e fazendeiros, sendo responsável por esse processo de contratação de dívida, em que o trabalhador é aliciado em sua cidade natal ou mais próximo da propriedade rural e levado para uma determinada fazenda. Nesta, os gastos são marcados no “caderninho” e são sempre maiores dos que os valores reais. Paga-se quatro ou cinco vezes mais por um chinelo, dez vezes mais o valor real do fumo e todos os gastos são contabilizados. Ao final do período de trabalho, quando o trabalhador pensa que vai receber o salário, o “gato” ou o patrão chega para eles com o caderno e fala que, além de estar devendo, precisa voltar a trabalhar para pagar essa dívida que foi criada fraudulentamente. Com esse endividamento, eles seguram esse trabalhador, que, então, é ameaçado, espancado etc. Ou seja, é feito de tudo para que o indivíduo seja mantido em seu local de trabalho.
IHU On-Line - Por que o trabalho escravo permanece tão arraigado na sociedade brasileira?
Leonardo Sakamoto – O trabalho escravo existe, hoje, praticamente em todos os países do mundo. Ele não é um monopólio brasileiro. Inclusive, existem estimativas que apontam mais de 17 mil trabalhadores em situação de escravidão nos Estados Unidos. Há milhares de trabalhadores em situação de escravidão na França, na Alemanha. Isso sem contar o grande número de escravos no Paquistão. O trabalho escravo contemporâneo é uma característica do modo de produção capitalista. Nesse sentido, houve três grandes escravidões no mundo: a primeira aconteceu na Grécia e na Roma antiga. Depois de ela terminar, deu-se lugar ao feudalismo. O que aconteceu é que, quando os europeus invadiram a América e a África, foi reinventada a escravidão para seus próprios propósitos, para colonização, para o trabalho nas suas colônias. E eles criaram o que aconteceu no Brasil durante cerca de 300 anos. Em 13 de maio de 1888, houve o fim da escravidão legal. Ou seja, o Estado brasileiro parou de reconhecer o direito de uma pessoa possuir outra pessoa como instrumento de trabalho ou como sua propriedade. Contudo, persistiram situações, até hoje, muito semelhantes à condição antiga legalizada de escravidão, em que o trabalhador tinha pouquíssimos direitos.
É claro que existe diferença entre a escravidão colonial e imperial no Brasil. Todo um comércio transatlântico deescravos foi proibido, em 1850, havendo uma mudança social, e a sociedade brasileira deixou de ter trabalho escravista para ter uma base de trabalhador assalariada. O que vem ao caso é que continuam existindo formas degradantes, indignas e desumanas no tratamento de um ser humano. Além disso, este ainda é utilizado meramente como instrumento de trabalho. A escravidão contemporânea funciona hoje como um instrumento do próprio sistema. Muitas pessoas comentam que o trabalho escravo é uma coisa anacrônica e que não tem relação com a modernidade do capitalismo. O que é uma mentira, porque o trabalho escravo é decorrente do sistema capitalista, e isto é uma coisa bastante interessante. Se analisarmos o trabalho escravo no Brasil, veremos que o relatório de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que os empregadores envolvidos nesse tipo de exploração, na grande maioria das vezes, trabalha com tecnologia de ponta e fornece commodities para o mercado nacional e internacional, ou seja, fornecendo carne bovina, carvão para siderurgia, soja, algodão, milho, etanol. Desse modo, essa escravidãoexiste sob influência direta da economia de mercado e dela depende. Isso revela que a utilização do mercado escravo contemporâneo não é resquício de antigas práticas econômicas que sobreviveram provisoriamente ao capital, mas um instrumento para o capital facilitar a acumulação, a aquisição de riquezas, durante um processo de expansão ou durante um processo de modernização. Em outras palavras, utilizar trabalho escravo é uma forma de economizar na mão-de-obra, sobretudo em empreendimentos agropecuários, garantindo, assim, a competitividade a produtores rurais que estão em situação ou região de expansão agrícola.
Na prática, o trabalho escravo gera economia. Por menor que essa seja, a economia em dinheiro é fundamental para garantir a esses produtores rurais competitividade e expansão em seus negócios. Eles agem assim porque não querem ou não têm dinheiro para fazer investimento inicial nesses projetos. Então, da mesma forma com que roubam terras, o que é muito comum na Amazônia, também roubam essa força de trabalho. Quanto mais se tem terras aráveis, mais se tem produção agrícola, o que beneficia todo o sistema. Não estou falando que o sistema e o mundo dão a benção ao trabalho escravo, mas que, apesar de este ser uma coisa horrível e detestável, é ainda utilizado por muitas pessoas que, com isso, saem beneficiadas.
IHU On-Line - A “casa-grande” e a “senzala” continuam convivendo sem grandes rupturas, não apenas economicamente, mas também culturalmente. Poder-se-ia afirmar que a sociedade brasileira tolera o trabalho escravo?
Leonardo Sakamoto – É uma pergunta complexa, porque, como diria Caio Prado Junior (1), o escravismo define muito o que é a sociedade brasileira. Então, muitas de nossas relações hoje – nas relações entre padrão e empregado, nas relações entre empresários e trabalhador rural – são ainda muito guiadas por toda uma carga cultural deixada pela escravidão. Desse modo, na verdade, um número significativo de empresários no Brasil ainda considera o trabalhador um objeto de trabalho descartável. O Brasil não conseguiu, em 1888, fazer a inserção dos trabalhadores que foram libertados da escravidão, e nem se interessou em fazê-la. Enquanto nos Estados Unidos e em outros países houve uma espécie de ressarcimento ao trabalhador que era libertado da escravidão, no Brasil, em 1888, o que é “engraçadíssimo”, houve um ressarcimento aos produtores rurais que perderam escravos. Então, na verdade, o Estado não estava preocupado, nem nunca se preocupou, com esses trabalhadores. A escravidão, hoje, em muito se deve a uma situação de desigualdade, que gera concentração de riqueza e, conseqüentemente, pobreza, resultante dessa situação de escravagismo no Brasil durante a Colônia e Império. Ela poderia ter sido atenuada na época da abolição, o que não aconteceu. Então, na prática, a abolição de 1888 é ainda a mãe dessa desigualdade. Temos liberdade, o que é ótimo, mas, ao mesmo tempo, as pessoas são escravas de uma situação econômica de penúria. Muitos brasileiros são livres, diferentes dos escravos da Amazônia e da caatinga, mas ainda estão, de certa forma, presos a uma situação de penúria e de preconceito, devido à sua classe social.
A casa-grande e a senzala (2) ainda existem no Brasil em diversos fatores, em esferas políticas, econômicas ou culturais, e, em nosso dia-a-dia, muitas vezes a classe média age como o capataz da elite contra os trabalhadores. Nós temos ainda uma herança muito pesada nesse sentido. E o que acontece? Isso acaba extrapolando a relação. A casa-grande e a senzala ainda existem nos barracos em zonas amazônicas, onde há, também, as grandes fazendas com piscina e antena parabólica. Só que, na verdade, a questão poderia ser vista pela ótica mais global do Brasil, em que você tem uma pequena casa-grande e dezenas de senzalas espalhadas. A relação de trabalho ainda é muito ruim.
IHU On-Line - Como explicar tantos casos de trabalho escravo em setores de ponta do agronegócio exportador, na produção de álcool, de celulose? Por que estes setores são reincidentes na utilização de mão-de-obra escrava?
Leonardo Sakamoto – O trabalho escravo contemporâneo não é resquício de uma civilização pré-capitalista que sobreviveu. Ele é um instrumento do próprio capital para facilitar a acumulação e o processo de modernização, garantindo competitividade ao produtor rural. Ou seja, para acompanhar a constante concorrência de produtividade internacional, há duas opções: ou o produtor compra tecnologia e produz mais, gastando menos força de trabalho e salário, ou ele força menor gasto com trabalho escravo. Esses grandes empreendimentos que utilizam trabalho escravo o fazem para economizar recursos. Quanto menos gastam, mais conseguem competir no mercado internacional, ou, quanto menos gastam, mais conseguem ampliar sua área, derrubando mata para aumentar a fazenda. Essa economia é pouca, mas, num cenário de extrema competitividade internacional, relevante. Ninguém fala: “Vou contratar escravos”. O que acontece é um processo constante, em que são retirados os direitos básicos dos trabalhadores, culminando no trabalho escravo. Ninguém contribui para o trabalho escravo porque quer ver o outro sofrer, mas sim para obter lucro.
IHU On-Line - Quem são os maiores aliados hoje na luta contra o trabalho escravo?
Leonardo Sakamoto – A Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo é um importante órgão no combate do trabalho escravo. Os maiores agentes no combate ao trabalho escravo, hoje, no Brasil são o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, que formam o grupo móvel de fiscalização, responsável pela verificação de denúncias desse problema e libertação de trabalhadores. Além disso, força o pagamento a esses trabalhadores. Podemos lembrar, além disso, da Comissão Pastoral da Terra, ligada à CNBB, que hoje é a mais importante instituição atuante no combate ao trabalho escravo. Temos também uma série de outras organizações locais, regionais, nacionais, que apresentam uma atuação bastante forte, como as secretarias estaduais dos Direitos Humanos, o Instituto de Empresas com Responsabilidade Social, um projeto de prevenção na região Norte do país, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) etc.
IHU On-Line - Qual é a sua avaliação em relação ao desempenho do governo Lula na fiscalização do trabalho escravo?
Leonardo Sakamoto – O combate do trabalho escravo no Brasil começou em 1995 com a criação do grupo móvel de fiscalização, que tem o objetivo de verificar denúncias e libertar trabalhadores. De 1995 a 2002, cerca de 5 500 trabalhadores foram libertados da escravidão. De 2003 até hoje, foram mais uns 21 000, ou seja, houve um salto na libertação. Não é que o número de trabalhadores escravos tenham aumentado, mas houve uma melhora considerável no sistema de combate à escravidão. O governo FHC tem o mérito de ter criado esse sistema, e o governo Lula tem o mérito de ter o alçado a uma qualidade muito superior. Assim como o governo FHC teve grandes problemas para enfrentar esse problema, o governo Lula também tem. No entanto, nós vemos que houve uma priorização dessas atividades, durante os últimos anos, tanto que o Brasil é considerado pela OIT um exemplo no combate ao trabalho escravo. Há muito a se fazer, mas eu tenho visto com muito bons olhos a atuação do governo Lula nessa área.
IHU On-Line – Recentemente, o senhor defendeu a sua tese de doutorado, que fala sobre o trabalho escravo no Brasil. Quais são as suas principais conclusões?
Leonardo Sakamoto – O nome da tese é “A reinvenção do trabalho escravo no Brasil contemporâneo”, e seu objetivo é mostrar como o trabalho escravo não é uma coisa anacrônica, mas foi reinventado como um instrumento de acumulação e lucro no Brasil. A idéia é mostrar como esse trabalho se estrutura e funciona, trazer dados, estatística, cadeias produtivas. Ver, por exemplo, como o trabalho escravo escoa suas mercadorias nacionalmente e internacionalmente. Com base nisso, eu mostro como é possível combater o trabalho escravo pelo viés econômico. O trabalho escravo se sustenta num tripé: a impunidade, a pobreza e a ganância. A ganância pode ser combatida de forma bem simples, e a impunidade esbarra muitas vezes na morosidade da justiça e da incapacidade ou falta de interesse do Congresso Nacional em aprovar leis. A pobreza, por sua vez, pode ser apenas lentamente superada, considerando-se a política de desenvolvimento do governo, que é extremamente concentradora e traz distribuição de renda apenas aparente. Se a ganância for combatida, consegue-se resultados bons em curto prazo. O governo tem um instrumento que é a lista suja do trabalho escravo, um cadastro de empresas flagradas com trabalhadores em situação degradante que os bancos privados e públicos utilizam para fazer corte de crédito. Há também o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Com base em pesquisa de cadeia produtivo que a Repórter Brasil desenvolve, o pacto conseguiu trazer empresas para que ajam com responsabilidade social e cortem do seu convívio comercial as fazendas que utilizam mão-de-obra escrava, ou que cortem os intermediários que compram delas. Quando se causa um problema econômico grave a essas propriedades, isso, na prática, faz com que o produto criado a partir do trabalho escravo seja cassado, sendo tirado desses oportunistas. Quando o trabalho escravo não for mais um bom negócio, eles vão parar de tentar praticar essa exploração.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Documentário-Falcão os garotos do tráfico-2 Anos
Questões de Interpretação da Música
1-A música retrata a violência policial.Como você enxerga essa questão?
2-Qual trecho da música aborda a corrupção?
3-Qual trecho da música aborda a violência policial?
4-Procure o significado da palavra Biótipo.Qual relação dessa palavra com a crítica do racismo presente na música?
5-Por que o nome da música é Tribunal de Rua?Quais são os personagens desse "Tribunal"?
terça-feira, 3 de junho de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Artigo de Opinião e Tirinhas-3 Anos
A
“despolitização” induz a maioria das pessoas a perceber as eleições como o
único meio de fazer política. Essa contração foi acompanhada por um
deslocamento: as eleições “acontecem” na TV e no rádio. Lá chegando ,incorporaram-se
a um dispositivo que, além do conteúdo conservador, transforma tudo em
entretenimento.
Processos de infantilização das campanhas
eleitorais sempre ocorrem nas democracias de massa. No esforço para capturar os
votos da maioria em sociedades em que o poder político e econômico é detido por
uma minoria, algum tipo de manipulação é imprescindível. Referindo-se ao século
XIX, quando surgiram as primeiras democracias eleitorais, Eric Hobsbawm
observou as afinidades entre a era da democratização e a hipocrisia
política. Foi o caso de Joseph Schumpeter, em seu clássico Capitalismo, socialismo e
democracia,2 publicado
em 1942 e hoje mais influente do que nunca. Para esse autor austríaco exilado
nos Estados Unidos, é teoricamente incorreto e politicamente arriscado levar a
sério a etimologia de democracia (poder do povo). O povo jamais teve ou terá
o poder, que sempre foi e será das elites. Nesse sentido, a democracia se
define como um conjunto de procedimentos que asseguram a concorrência entre
elites organizadas em empresas políticas, ou seja, partidos, que concorrem pela
preferência do consumidor político, isto é, o eleitor. Este, como qualquer
consumidor, não é um exemplo de racionalidade ao fazer sua escolha. Daí algumas
condições para que a democracia prospere, como, por exemplo, um debate político
que não coloque questões estruturais em pauta. E que o eleitor deixe o eleito
em paz. A este, e não àquele, o mandato pertence.
Essa concepção dita procedimental da democracia, ao traçar uma forte
analogia entre a política e o mercado (idealizando este último), contribui para
legitimar a superficialização do debate político, o alijamento da maior parte
da população de questões mais sérias e a forte presença dos profissionais em
propaganda eleitoral. É provável que o fantasma de Schumpeter ronde as atuais
eleições brasileiras, especialmente no “horário político” da TV e nas matérias
publicadas pela grande imprensa. Até porque, como se trata de pleitos
municipais, é mais fácil a disseminação da ideia de que basta um bom gerente
para que os principais “problemas” estejam em boas mãos.
Não exageremos nas simplificações. Para além da manipulação – e para que
esta funcione em maior ou menor grau –, existem fortes determinações
estruturais. É o caso da construção altamente ideologizada de uma comunidade de
indivíduos-cidadãos livres e iguais, inclusive quanto ao acesso à informação
política, em sociedades marcadas por ferozes relações de exploração e
dominação. Na vida real, os
“patrões” não costumam rasgar dinheiro. Não gastam seu precioso tempo
assistindo ao show dos horários eleitorais em que um promete mudar aeroportos
ou erguer aerotrens; outro afirma com a maior seriedade que eliminará
congestionamentos de trânsito aproximando locais de trabalho e de moradia (e
vice-versa); um terceiro garante que nomeará um ministério do nível de
ministros (grito socorro?) e que os serviços públicos funcionarão porque ele
aparecerá onde não o esperam (Jânio vem aí?).
Nenhum se refere a um aspecto importantíssimo para a aplicação de
políticas, inclusive no plano municipal: nessa situação de crise capitalista
que se aprofunda e de forte comprometimento das contas nacionais com o
pagamento da dívida pública a boa parte dos grandes “patrões” (bancos, fundos
de pensão, grandes empresas industriais brasileiras e transnacionais), é quase
nula a capacidade do Estado, em seus distintos níveis, de colocar em prática
políticas sérias, especialmente sociais. Lutas
populares, nem pensar. Basta o voto (claro que em mim!) para mudar o destino da
maioria daqueles a quem a propaganda eleitoral se dirige. Um grande autor, em
sua fase juvenil, fez uma crítica mordaz desse duplo mundo, o “celestial”,
onde, apagadas as diferenças, todos viram “cidadãos”; e o “terreno”, onde o
homem é o lobo do homem.Nas grandes metrópoles brasileiras, essa dupla vida nos
incomoda quando deparamos com homens e mulheres pobres, expostos ao sol
inclemente deste inverno surreal, segurando cartazes de candidatos com os
quais não têm nenhuma afinidade político-eleitoral, até porque isso é o que
menos importa. Sorte dos
trabalhadores e trabalhadoras que não se metem em confusão, até porque esse
processo de despolitização segue pari
passucom o de judicialização da vida política. Mas por que nos
preocuparmos? Afinal, a essência da maioria dos candidatos pode se resumir no
refrão de um deles: passa o tempo todo pensando nos pobres. Os impactos
“despolitizadores” sobre os processos induzem a grande maioria das classes
populares a perceber as eleições como o único meio legítimo de fazer
política. Essa contração foi acompanhada por um deslocamento: as eleições
“acontecem” principalmente na televisão e no rádio (as chamadas redes sociais
ainda engatinham nesse processo). Lá chegando, incorporaram-se a um dispositivo
que, além do conteúdo abertamente conservador, transforma tudo em
entretenimento. Diante dos riscos de que o modelo schumpeteriano
de democracia chegue ao seu esgotamento no bojo da atual crise, é urgente
inventar novas e profundas formas de efetiva participação popular na política.Resta
saber se isso é possível sem reinventar a sociedade.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Sobre pássaros e lobos....2 Anos
| Sobre pássaros e lobos |
O fato é que os grandes comércios não somam em nada na quebrada, não se adaptam à cultura local, pelo contrário. Nas periferias eles exploram os desinformados, com uma calculadora rápida e muitos sorrisos. E o crédito vai sendo aprovado, afinal nosso povo é honesto, sofre, mas não deixa manchar o nome
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| por Ferréz |
Colocou sua calça jeans Levi’s, vestiu sua camisa Onbongo, pegou o Motorola na mesa, sua carteira da Britt, seus óculos da Ray-Ban, sua chave com chaveiro do Corinthians, e finalmente vestiu seu tênis Nike clássico, modelo couro, com sola desenvolvida pela tecnologia da Nasa e cadarços antideslizantes. Pegou o ônibus da Mercedes e antes de descer no ponto com propaganda da Riachuelo viu 28 placas dos mais diversos produtos. Ao seu lado, um cara usando terno Armani, com sapatos Le Blond, e uma pasta da Past-up, e ainda com um MP4 superior. Mas não foi isso que o irritou, foi saber que dentro da pasta havia com certeza um laptop. Sempre quis ter um, mesmo que não pense em escrever ou nada disso, mas um laptop, ah! Seria legal ter um. Uma palavra tão bonita, só perdia para palmtop, essa era mais elegante. Desceu em frente ao America, cruzou a rua e entrou, um hot dog, uma Coca-Cola, 29 reais depois ele sai. Pensa em ter um carro, apóia o governo, pois ele está ajudando as financeiras de carro, isso é muito legal, com 48 ou 72 prestações daria para comprar um, por que não? Todo mundo tem. Num lugar onde seu sobrenome é o que você possui, nada mais cômodo. O Gil da 7 galo. O Francisco da Hilux. O Miltinho do Opala. Se tivesse uma Dakota queria ver quem ia entrar na frente, pedestre nem ouse. Experimenta ter um Uninho pra ver se alguém te deixa passar. Nem manobrista quer estacionar carro velho, meu filho. Enquanto o mundo gira, nas Casas Bahia, o segurança desconfiou do menino, porque estava malvestido. Dedicação total a você. Ele não estava tentando roubar, na verdade estava sendo roubado, pois estava com uma nota fiscal na mão, pagando juros altíssimos num país congelado. Levou um tiro na cara, todos correram, limparam o sangue e o atendimento recomeçou. –Só foi um susto, pessoal! O rapaz foi retirado, o segurança nem algemado foi pela polícia, a própria polícia que ainda falou em outros jornais que se tratava de um cidadão de bem. Os mesmos jornais que abrandaram o caso, afinal se trata de um “incidente” envolvendo um grande anunciante. O rapaz chamava Alberto, estava sem um Nike, nem Zoomp, nem Adidas, talvez uma bermuda um pouco surrada demais, e com certeza de Havaianas, as legítimas. Mas era pouco até pra um comércio em pleno Capão Redondo, onde o cheiro de pólvora se misturou com o escapamento dos ônibus que passavam ali em frente quando a estupidez efetuou o disparo. O fato é que esses grandes comércios não somam em nada na quebrada, não têm projeto social, não se adaptam à cultura local, pelo contrário. Nas periferias eles barbarizam os idosos, empurrando todo tipo de mercadoria, exploram os desinformados, com uma calculadora rápida e muitos sorrisos. Prometem relógio de brinde, com a dupla sertaneja de apoio. E o crédito vai sendo aprovado, afinal nosso povo é honesto, sofre, mas não deixa manchar o nome. Enquanto empresários abrem outra firma, e fecham a antiga pra não pagar as dívidas. Isso é capetalismo, baby! Seja bem-vindo. A empregada que puxa o celular pra mostrar para a patroa que agora ela pode. Somos todos iguais, e não tem nada melhor que promover a anti-revolução, afinal todos têm o que perder, todo mundo tem crédito, pode comprar tudo, até carro! Pra que ficar revoltado? Aquele cara embaixo da ponte não sou eu. Aquele pedindo esmola também não. Aquela senhora desempregada muito menos. Eu não. Eu tenho a oportunidade, se puder comprar um caminhão passo por cima da Pick-up, se puder comprar uma Pick-up passo por cima do Palio, se puder comprar o Palio passo por cima da moto, se puder... Mas ainda não posso. A televisão me disse que vou poder, com apenas uma moeda eu tiro um carro, um lindo carro, só 72 prestações. Todos nos agarramos em alguma vaidade, casa, carro, construir, luxo, piso de primeira, forro, gesso, móveis de marca, ah! Uma linda piscina, hein? Pra todo mundo pagar um pau mesmo. Mas terminamos e depois temos que sair de lá, tudo nos sufoca, é melhor ir para um sítio, pra casa de praia. Vinte dias por ano de férias e mantendo o ano todo caseiro, conta de água, luz, telefone, IPTU, tratamento da piscina. Mas não importa, sabe por quê? Pros meus amigos eu conto que tenho. Pros meus parentes eu mostro que tenho. Pra minha esposa eu provo que tenho, e daí por diante. A antiga mansão hoje é depósito de lixo. Não tem mais o glamour, elogios, festas, não se escuta a música clássica, talvez um rap ou um funk bem alto do catador de lixo que é novo morador. Os óculos escuros na Paulista espantam o sorriso, afugentam a humildade e destroem a chance de o menino receber a moeda. Já passei natal mais feliz em barraco, comendo coxa de frango assado, comprada na padaria com vaquinha. Já passei natal em casa de amigo, que só tinha pra oferecer um prato com arroz e feijão, e a gente ria muito, estávamos tão felizes. O que viraram as festas e seus símbolos? Papai Noel virou uma foto 3x4 de um comerciante capitalista, distribuidor de brinquedos e de doces, ou o pai fantasiado para enganar o filho e encher o bolso da Ri Happy. O coelho da páscoa virou mascote da Garoto, que a cada ano empurra ovos maiores e mais caros nas crianças de assalariados. Pra periferia? Algum pequeno comerciante de coração mole que compra ovos promocionais, um pequeno empresário que dá brinquedos baratos, ou o traficante da quebrada que dá tudo isso hoje pra colher viciado amanhã. Tem uma pequena árvore no quintal de casa, esse dia vi um tufo de mato no chão, era um ninho, olhei dentro, talvez encontrasse ovos, mas me surpreendi e vi pequenos pássaros. Chamei um amigo, mostrei e ele se encantou, resolvemos colocar o ninho na árvore. No outro dia fui ver o ninho, e estava no chão, tinha outro buraco do lado, chamei minha mãe. – Veja, mãe, nem só de rato vive a favela. Ela olhou e gostou. Lhe mostrei dois pássaros filhotes que estavam no muro, peguei o ninho e vi um lá dentro, de repente o ninho balançou e um saiu voando, e depois saiu outro, ela correu e conseguiu pegar um e colocamos dentro do ninho, os bichos estavam olhando o mundo pela primeira vez. Um deles fugiu, mas vi outro pássaro o seguindo, talvez fosse a mãe, pegamos a escada e colocamos o ninho na árvore de novo. No outro dia encontrei o ninho no chão novamente, estava todo aberto, como algo que já foi usado o suficiente, no mesmo dia vi a mãe dos pequenos pássaros, pousou no portão durante alguns segundos, olhou em direção ao ninho e saiu, fiquei com os meus botões, será que avisaram onde foram? Fui para o jardim, sentei no banco branco que o ex-dono da casa me deixou e li Hesse novamente, como fazia aos meus 15 anos, não era novo, nem encadernado, mas pra mim é meu maior bem. A sensação veio, nada de desgosto e frustração, e apesar de toda a batalha da vida, eu lia sobre o sol, sobre o céu que não é mais tão sinistro, sobre histórias contadas como devem ser, calmamente, levemente, como uma caminhada em boa companhia. O sol bateu de um lado do banco, recuei para o outro, e de repente voltei para onde estava, senti o calor, o livro também, as páginas se iluminaram, a história continuou, um vento veio ao meu encontro e me fez o favor de aliviar uma mente às vezes tão cansada. Crianças passavam na rua, minhas mãos de datilógrafo não doíam mais, segurava o livro e olhava para as árvores, suas raízes e seus detalhes que vistos com atenção deixam à mostra a diferença que todos nós temos. Voltei para dentro de casa, pensei em alguns discos, e me desculpe o Zeca Baleiro e o Chico César, mas nesse dia nenhum som casava com aquilo. Vieram-me frases, pedaços de vidas, restos de fotos, mas após pegar um simples copo de café, e ver ainda sobre o sofá discos de Paulo Sérgio, eu fui para o banco branco e esperei somente pelos pássaros, os pequenos pássaros que por muita sorte segurei ainda dentro do ninho. Isso eu não comprei, isso eu não paguei, nem parcelei, muito menos achei num shopping, nem tive que roubar, isso veio de graça, e acho que isso que é a vida.
Ferréz é escritor. Autor dos livros Capão pecado, Manual prático do ódio, Amanhecer Esmeralda eNinguém é inocente em São Paulo, todos pela Editora Objetiva.
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Documentário-Política -O que será do Brasil daqui 100 anos?
Lutas .Doc :O que será do Brasil daqui 100 anos?
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Livro "O que é Cidadania" e Documentário sobre Athenas e Democracia
Link do Livro "O que é Cidadania" Coleção Primeiros Passos
http://pt.scribd.com/doc/34941070/Primeiros-Passos-O-que-e-Cidadania
Documentário sobre a Democracia Grega:
http://pt.scribd.com/doc/34941070/Primeiros-Passos-O-que-e-Cidadania
Documentário sobre a Democracia Grega:
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Oração de Péricles-Política-3 Ano
DE ACORDO COM AS NOSSAS LEIS, SOMOS TODOS IGUAIS NO QUE SE REFERE AOS NEGÓCIOS PRIVADOS. QUANTO À PARTICIPAÇÃO NA SUA VIDA PÚBLICA, PORÉM, CADA QUAL OBTÉM A CONSIDERAÇÃO DE ACORDO COM OS SEUS MÉRITOS E MAIS IMPORTANTE É O VALOR PESSOAL QUE A CLASSE A QUE SE PERTENCE; ISTO QUER DIZER QUE NINGUÉM SENTE O OBSTÁCULO DA SUA POBREZA OU DA CONDIÇÃO SOCIAL INFERIOR, QUANDO O SEU VALOR O CAPACITE A PRESTAR SERVIÇOS À CIDADE.»
A maioria dos que até este momento pronunciaram discursos neste lugar fez o elogio deste costume antigo de honrar, ante o povo, aqueles soldados que morreram na guerra, mas a mim parece-me que as solenes exéquias que publicamente celebramos hoje são o maior elogio daqueles que, pelo seu heroísmo, as mereceram.
Começarei, pois, a elogiar os nossos antepassados. Pois é justo e equitativo render homenagem à recordação.
Esta região, habitada sem interrupção por gente da mesma raça, passou de mão em mão até hoje, guardando sempre a sua liberdade, graças ao seu esforço. E se aqueles antepassados merecem o nosso elogio, muito mais o merecem os nossos pais. À herança que receberam juntaram, ao preço do seu trabalho e dos seus desvelos, o poder que possuímos, que nos legaram. Nós o aumentamos. E no vigor da idade ainda alargamos esse domínio, abastecendo a cidade de todas as coisas necessárias, tanto na paz como na guerra.
Mas a prudência e arte que nos possibilitaram chegar a esse resultado, a natureza das instituições políticas e os costumes que nos trouxeram este prestígio, é necessário que sejam ressalvados antes de tudo. Depois, continuarei com o elogio aos nossos mortos.
Porque me parece que nas actuais circunstâncias é oportuno trazer â memória estas coisas e que será proveitoso que as ouçam tanto os cidadãos como os forasteiros que se reuniram, hoje, aqui.
A nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. O nosso governo chama-se democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.
De acordo com as nossas leis, somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na sua vida pública, porém, cada qual obtém a consideração de acordo com os seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe a que se pertence; isto quer dizer que ninguém sente o obstáculo da sua pobreza ou da condição social inferior, quando o seu valor o capacite a prestar serviços à cidade.
No que corresponde à República, pois, governamos livremente e, ainda, nas relações que mantemos diariamente com os nossos aliados e vizinhos, não nos irritamos porque ajam à sua maneira, nem consideramos como uma humilhação os seus prazeres e alegrias que, apesar de não nos produzir danos materiais, nos causam pesar e tristeza, ainda que sempre tratemos de dissimulá-los.
Ao mesmo tempo em que não temos receio nas nossas relações particulares, domina-nos o temor de infringir as leis da República; obedecemos aos magistrados e às regras que defendem os oprimidos e mesmo que não estejam editadas, a todas aquelas que atraem sobre quem as viola o desprezo de todos.
Para amenizar o trabalho, procuramos muitos recreios para a alma; instituímos jogos e festas que se sucedem a cada ano; e diversões que diariamente nos proporcionam deleite e diminuem a tristeza. A grandeza e a importância da nossa cidade atraem os tesouros de outras terras, de modo que não só desfrutamos dos nossos produtos como daqueles do universo inteiro.
No que se refere à guerra, somos muito diferentes dos nossos inimigos porque permitimos que a nossa cidade esteja aberta a todas as gentes e nações, sem vedar nem proibir a qualquer pessoa que adquira informes e conhecimentos, ainda que a sua revelação possa ser proveitosa aos nossos adversários; pois confiamos tanto em preparativos e estratégias como no nosso ânimo e vigor na acção.
Por outro lado, todos nos preocupamos de igual modo com os assuntos privados e públicos da pátria, que se referem ao bem comum ou privado, e gentes de diferentes ofícios se preocupam também com as coisas públicas.
Nós consideramos o cidadão que se mostra estranho ou indiferente à política como um inútil à sociedade e à República.
Decidimos por nós mesmos todos os assuntos sobre os quais fazemos, antes, um estudo exacto: não acreditamos que o discurso entrave a acção; o que nos parece prejudicial é que as questões não se esclareçam, antecipadamente, pela discussão.
Por isto nos distinguimos, porque sabemos empreender as coisas juntando a audácia à reflexão, mais que qualquer outro povo.
Os demais, algumas vezes por ignorância, são mais ousados do que o que requer a razão, e alguns, por querer fundamentar tudo em raciocínios, são lentos na execução.
Seria justo ter por valorosos aqueles que, ainda conhecendo exactamente as dificuldades e vantagens da vida, não recusam o perigo.
Invejai, pois, a sua sorte, dizei que a liberdade se confunde com a felicidade e o valor com a liberdade e não olheis com desprezo os perigos da guerra. Não penseis que os maus e os covardes, que não têm esperança de melhor sorte, são mais razoáveis em guardar a sua vida que aqueles cuja existência está exposta ao perigo e que se aventurara? a passar da boa à má fortuna e que, se fracassam, verão a sua sorte completamente transformada. Pois para um homem sábio e prudente é mais doloroso a covardia que uma morte enfrentada com valor e animada pela esperança comum.
E vós, filhos e irmãos destes mortos, pensai a que vos obriga o seu valor e heroísmo. Não há homem que não elogie a virtude e o esforço dos que morreram. A vós, apesar dos vossos méritos, será muito difícil alcançar o seu mesmo nível, e não digamos superá-lo. Porque entre os vivos, o desejo da emulação provoca sempre a inveja, enquanto todos elogiam e honram os que morrem.
Também farei menção às mulheres que ficaram viúvas, expressando o meu pensamento numa breve exortação: toda a sua glória consiste em não mostrar-se inferiores à sua natureza e que se fale delas o menos possível entre as gentes, tanto no seu bem como no seu mal.
Terminarei. Conforme as leis, as minhas palavras expressaram o que me pareceu útil. Quanto às honras reais, foram elas rendidas em parte aos que aqui jazem, mais honrados pelas suas obras do que pelas minhas frases.
Doravante, os seus filhos, se são menores, serão educados até à adolescência, correndo os gastos a cargo da República. Uma coroa é oferecida pela cidade a fim de homenagear as vítimas destas batalhas e seus sobreviventes, pois os povos que recompensam a virtude com magníficos prémios obtêm também os melhores cidadãos.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Os Idiots-2 Anos
Os Idiots-2 Anos
Vídeo que traz uma problematização sobre o uso da tecnologia e os relacionamentos humanos.Não só como o Homem se relaciona com os outros,mas também com o meio ambiente.O consumismo também é "problematizado" visto que a Industria tem que "sempre" lançar produtos mais "modernos" para seus consumidores.
Indicação de Livro:
O Romance de Aldous Huxley retrata uma sociedade na qual todos os seres humanos viraram máquinas a serviço do sistema consumista.A obra consegue com uma grande sensibilidade mostrar qual é o resultado da transformação do homem no ser sem vontade,comandado e submetido ao sistema cruel na qual as pessoas se relacionam como "máquinas".
Vídeo que traz uma problematização sobre o uso da tecnologia e os relacionamentos humanos.Não só como o Homem se relaciona com os outros,mas também com o meio ambiente.O consumismo também é "problematizado" visto que a Industria tem que "sempre" lançar produtos mais "modernos" para seus consumidores.
Indicação de Livro:
O Romance de Aldous Huxley retrata uma sociedade na qual todos os seres humanos viraram máquinas a serviço do sistema consumista.A obra consegue com uma grande sensibilidade mostrar qual é o resultado da transformação do homem no ser sem vontade,comandado e submetido ao sistema cruel na qual as pessoas se relacionam como "máquinas".
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